Eleições 2018

'Talvez o grande vencedor do debate foi quem não esteve lá', avalia cientista político

Por Agência Estado, 10/08/2018 às 08:49
atualizado em: 10/08/2018 às 09:13

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O primeiro debate dos candidatos à Presidência da República foi positivo para os nanicos - Cabo Daciolo (Patriota) e Guilherme Boulos (PSOL) -, ruim para Geraldo Alckmin (MDB) e bem aproveitado por Álvaro Dias (Podemos) . A avaliação é do cientista político e professor da PUC Malco Camargos, que participou do Jornal da Itatiaia desta sexta-feira. Líder em algumas pesquisas sem Lula no cenário, Bolsonaro (PSL) tentou passar uma imagem de mais tranquilidade, observa o professor. 

Promovido pela TV Bandeirantes na noite dessa quinta-feira (9), o debate não teve participação do candidato do PT, já que Lula está preso. No entanto, Malco avalia que a ausência pode ter sido positiva para o ex-presidente. 

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“Talvez o grande vencedor foi quem não esteve lá (no debate). Seria natural, pela posição que está nas pesquisas e por ocupar uma liderança larga na disputa, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva não ir ao debate. Exatamente porque ele seria o principal alvo de todas as críticas dos demais candidatos. O fato de não estar lá, e com a justificativa de não poder estar lá, fortalece o seu discurso de vítima desse processo. Então, talvez ela tenha sido o maior ganhador, sem ter que se expor, sem ter que se defender e sem ter que argumentar com outros candidatos neste momento”, analisou. 

Camargos também vê com naturalidade o tom morno do debate. “No primeiro debate os candidatos tendem muito mais a apresentar uma imagem ao eleitorado do que, de fato, disputar voto com outro concorrente”, disse. 

O professor avaliou as participações de Meirelles (MDB) e Alckmin. “Henrique Meirelles foi usado por todos para alavancar a candidatura dos demais, usando a oportunidade de falar mal do governo. E acho que Alckmin pecou um pouco na sua estratégia: falou muito mais para o mercado do que para o eleitor”. 

A participação dos nanicos foi bem avaliada pelo cientista político. “O debate foi vencido pelos nanicos. Dois candidatos que não têm nenhum espaço nas pesquisas eleitorais, pouquíssimos espaço na TV, mas que conseguiram se destacar e se apresentar para o eleitor com um discurso diferente e forte”, disse.

“Em relação à proposta, acho que quem conseguiu sustentar uma discussão em relação a um projeto de país foi Álvaro Dias. Também agiu estrategicamente: não procurou brigar com os grandes que estão na frente liderando as pesquisas. Optou por disputar com que quem está próximo dele”, analisou.

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