Eduardo Costa

Coluna do Eduardo Costa

Belo Horizonte pede socorro

Belo Horizonte pede socorro

05/04/2017 às 03:37

Felizmente, o prefeito Alexandre Kalil está prometendo ações para revitalizar o Centro de Belo Horizonte, começando pelos moradores de rua e os camelôs. É um bom começo; não é só disso que precisamos. A cidade reclama Anel Rodoviário decente, que represente uma avenida metropolitana como realmente é, e não abatedouro em terra sem lei como se revela há décadas; exige novos modais para o transporte coletivo, seja VLT, novas linhas de BRT, monotrilho ou, principalmente, metrô de verdade; politica vigorosa de remoção do lixo, manutenção da limpeza e conscientização para torna-la menos suja. Enfim, falta iluminação, fiscalização no trânsito e mais, muito mais. Se puder resumir, faltam carinho e cuidado.

A culpa não é do atual prefeito. É de todos os que ocuparam cargos públicos nesta cidade e neste estado nos últimos 50 anos. Nada acontece por acaso. Toda a bagunça que vivemos é fruto de décadas de descaso, omissão e um pecado mortal da eleição de dois em dois anos: os políticos, que são os governantes, só pensam no voto. Explico melhor: quando um prefeito ganha, fica o primeiro ano conhecendo os problemas; no segundo, quando deveria iniciar providências, tem de pensar na eleição dos amigos que o apoiaram e, principalmente, em não criar problemas, ou seja, tudo o que diz respeito à polêmica deve ser evitado. Na briga táxi versus Uber, fica em cima do muro; diante das ocupações, promete providências e nunca, nunca mesmo, resolve o que precisa de solução.

Por isso, temos problemas crônicos, como 50 manifestantes fechando a Praça Sete em nome de qualquer reivindicação.

Por isso, todo dia é suplício para quem precisa trafegar nos limites dos municípios de Belo Horizonte e Nova Lima.

Por isso, a gente não pode ir ao teatro, ao cinema, a uma formatura ou qualquer lugar alegre, porque um achacador que se finge de flanelinha exige R$ 40, R$ 50 para que tenhamos o direito de estacionar na rua.

São tantos absurdos que preferimos ficar em casa, ainda que sofrendo com o som alto de um barzinho ao lado de casa ou correndo risco de a árvore cair no nosso muro.

Quando aperta, chamamos a polícia. Coitada da polícia! Você sabia que a Polícia Militar (PM) tem, atualmente, 196 homens e mulheres na 6ª Companhia, a que cuida do Centro, quando, dez anos atrás tinha 600? Divida os 196 por quatro, tire os de férias, licenças, doentes ou em operações especiais e teremos uns 25, talvez 30 homens e mulheres para cuidar de tudo, em cada turno. No estado inteiro a PM está perdendo gente. O efetivo, que já foi de 38.132 em 2005, está agora em 40.453, menos 11 mil do previsto em lei, que já é pouco. Ah, e os aposentados já somam 30 mil. Você pode pensar em pedir socorro à Polícia Civil, mas, aceite o conselho: esqueça. A Civil deveria ter, atualmente, no mínimo 18.500 pessoas, e tem 9 mil. 

Sem falar que, quando a PM resolve agir, aparecem representantes dos direitos humanos da Assembleia, da Câmara, da OAB, da Defensoria, da Promotoria... Todo mundo proibindo colocar a mão no morador de rua, ainda que ele esteja defecando, urinando ou transando na porta da casa da gente. Não se podem retirar seus pertences, como um cano que, de noite ou madrugada, usa para arrombar loja na Savassi. como está repetidamente provado. Os camelôs... Bem, se for índio pode; se for artesão, tem alvará. Mesmo que o porquinho pintado nas cores de Atlético ou Cruzeiro não pareça artesanal.

Está uma terra de ninguém. Vamos enfrentar?

 

 

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