Eduardo Costa

Coluna do Eduardo Costa

Mais notícias

Cuidado com o sequestro emocional

Fascinante é o que aprendemos todos os dias, independentemente de querer ou não, estudar ou não, estar atento ou não. Na semana...

21/11/2016 às 02:29

Fascinante é o que aprendemos todos os dias, independentemente de querer ou não, estudar ou não, estar atento ou não. Na semana passada, tive uma discussão acalorada e desnecessária com um amigo. Horas depois, com as bandeiras brancas já hasteadas de ambos os lados, fiquei me perguntando como me exaltei tanto, por que extrapolei no falatório e quais seriam as razões para os excessos. Resposta simples: sou humano. Um ser em construção.

Dois dias depois conversei com Cristina Paiva, fonoaudióloga e “coach” em comunicação, a respeito do assunto começando por uma frase de Jô Soares: “É melhor pensar sem falar do que falar sem pensar”. Claro. Mas por que não conseguimos controlar a língua e falamos o que não deveríamos? Por que a ficha só cai depois que a besteira foi consumada? E os exemplos estão em casa, no trabalho, na mídia... Um dia Fernando Henrique chamou aposentado de vagabundo, depois Marta Suplicy sugeriu relaxar e gozar e Márcio Lacerda, diante dos escombros de viaduto recém-concluído, com mortos e feridos, disse apenas “acidentes acontecem”.

Daniel Goleman, no célebre livro “Inteligência Emocional”, falou de certo sequestro emocional. E ele não é curioso no assunto. Sabe de neurociência. Do cérebro, que é um só, mas, conceitualmente, estudiosos como ele dividem em duas partes – uma responsável pelas emoções (sistema límbico) e outra pela razão (neocortex). No primeiro há uma estrutura em formato de amêndoas chamada amigdala e é onde processamos nossos sentimentos. Todo o planejamento, os pensamentos e as ideias são produzidos no neocortex. Tudo o que recebemos de estímulo chega ao nosso cérebro passando primeiro pelo sistema límbico (lugar da emoção) e seguindo para o neocortex (lugar da razão). O diacho é que o límbico age rápido, não nos permite pensar... E ataca ou foge.

A resposta imediata – atacar ou fugir – seguramente foi uma ferramenta muito útil para nossos antepassados, que não precisavam planejar uma ação; apenas decidir (em fração de segundos) entre fugir do perigo ou atacar. Hoje, não!

Por isso, pense comigo: como você age ou reage quando sente raiva, estresse, medo, ansiedade? E quando vivencia algo que imagina ser uma ameaça? Será que tem usado pensamento e planejamento para executar suas ações ou fica refém das emoções? Quantos colegas de trabalho eficientes que você teve e que perderam grandes chances ou arruinaram a vida com palavras ou atitudes impensadas?

Algumas dicas de Cristina Paiva: faça uma análise das situações e momentos nos quais você não consegue se controlar; o que dispara a emoção? Qual é o gatilho? Você consegue pensar e, se consegue, pensa no quê? O que deveria pensar? Como pode ser diferente? Conhece a velha técnica de contar até dez? Use; espere o neocortex funcionar. Pratique a comunicação consciente, tendo em mente quais são seus objetivos, o que quer alcançar, como melhorar e o que fazer. É importante ter em mente que atacar ou fugir não garantem sobrevivência no século 21.

Eu e o amigo nos acertamos, mas terei cuidado redobrado daqui por diante. Afinal, “existem três coisas que não voltam atrás; uma flecha lançada, uma oportunidade perdida e uma palavra mal dita”.

#ItatiaiaNasRedes

RadioItatiaia

A Itatiaia está chamando! É hora da Jornada Esportiva com o timaço da Rádio de Minas! Ouça emoções do Superclássico… https://t.co/AoOdPFvXdg

Acessar Link

RadioItatiaia

RT @claudiorez: Galo escalado https://t.co/xS233DH9sz

Acessar Link

RadioItatiaia

A Itatiaia está chamando! É hora da Jornada Esportiva com o timaço da Rádio de Minas! Acompanhe todas as emoções do Superclássico!!

Acessar Link

RadioItatiaia

PM explica esquema de segurança para o clássic deste domingo, no Mineirão:

Acessar Link