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Apresentação
Eduardo-costa
Coluna do Eduardo Costa
12/12, 16:33 h / Atualizado em 12/12, 16:38 h

Por que não?

Por que não?

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Há duas semanas, estava me cobrando um texto que mostrasse meu contentamento com as manifestações de solidariedade ao povo de Chapecó e, concomitantemente, meu inconformismo com o fato de que as verdadeiras tragédias, do dia-a-dia, como a fome, a violência e a injustiça, não unem as pessoas. Eis que mais uma vez o professor Luiz Marins diz, em sua coluna, o que precisa ser dito. Assim, faço minhas as palavras dele:

“A tragédia da Chapecoense, inexplicável pela razão como todas as tragédias, trouxe para o Brasil e para o mundo vários ensinamentos. O maior deles, sem dúvida, é sobre a capacidade do ser humano em se unir, em esquecer as diferenças, em superar o espirito competitivo, em se emocionar e se comover com o sofrimento alheio.

Durante estes dias pós-tragédia pudemos assistir incríveis manifestações de solidariedade, vindas dos mais diferentes setores da sociedade, muito além do futebol e dos esportes. Literalmente em todo o mundo, do ocidente ao oriente, vimos minutos de silêncio, flores depositadas, lágrimas roladas e homenagens prestadas por pessoas que jamais haviam ouvido falar de Chapecó ou mesmo sejam aficionadas por futebol. Tivemos uma lição mundial de compaixão.

O que me pergunto é por que esses sentimentos maravilhosamente humanos e mesmo divinos de solidariedade, misericórdia, compaixão, amor desinteressado e união só se manifestam em momentos trágicos? Por que no dia a dia, as torcidas organizadas que se agridem com exacerba- da violência não agem, como fizeram gritando juntas “Força Chape”, com suas diferentes bandeiras, mostrando sua diversidade, com as camisas de seus diferentes times, mas de forma educada, respeitosa e totalmente civilizada?

Por que só na tragédia?

Se somos capazes de ter e manifestar sentimentos elevados de amor e compaixão nas tragédias é claro que podemos, desde que queiramos, igualmente manifestá-los no dia a dia. Basta querer. Basta lembrar que somos humanos, racionais, e acima de tudo, bons por natureza, puros no nascimento e vocacionados para o bem. A prova disso tivemos agora, com o grito “Força Chape!”. 

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