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Apresentação
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Coluna do Gustavo Lopes
30/09, 15:48 h / Atualizado em 30/09, 16:24 h

América e Palmeiras em Londrina: entenda

América e Palmeiras no PR: entenda

Conforme amplamente divulgado, o América mandará sua partida contra o Palmeiras na cidade de Londrina/PR, e não em seu estádio, o Independência.

O jogo teria sido adquirido por um empresário que pagou R$ 700.000,00 para a realização do evento na cidade paranaense.

Londrina esta a menos de 150 km do estado de São Paulo e possui imensa torcida de clubes paulistas, o que tem gerado certa polêmica, já que pode haver desequilíbrio técnico, e Flamengo e Atlético (rival local do América) possuem grande interesse nesse duelo, que é chave para a disputa do título.

O Regulamento Geral das Competições da CBF proíbe a inversão do mando de campo, ou seja, o compromisso não poderia ser disputado em São Paulo, mas permite a transferência do confronto para outros estados, desde que o clube mandante obtenha, por escrito, a aprovação e concordância de todos os envolvidos (federação à qual está filiado, federação anfitriã e clube visitante), cabendo à CBF/Diretoria de Competições o poder de veto, levando em conta os aspectos técnicos e logísticos.

Ou seja, somente a Diretoria Geral das Competições da CBF pode analisar eventual desequilíbrio técnico e, se for o caso, vetar a transferência da partida.

O que, em uma análise preliminar, parece ocorrer nesse caso, uma vez que Londrina está muito próxima do estado de São Paulo e possui, tradicionalmente, muitos torcedores dos grandes clubes paulistas.

Por outro lado, o América tem uma das piores médias de público do Campeonato Brasileiro, teoricamente, reduz o “fator campo” no seu desempenho. Além disso, o valor oferecido pelo empresário é bastante significativo, especialmente para clubes sem aspirações na competição.

Ressalte-se que o Estatuto do Torcedor não traz qualquer proibição à alteração de data, local ou horário de jogos. O que não pode ser alterado após a divulgação definitiva é o regulamento, e não a tabela.

É importante que os clubes e a Diretoria de Competições da CBF fiquem atentos, pois tal prática pode se tornar comum e ser amplamente usada em favor dos clubes de maior poderio econômico.

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