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Apresentação
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Coluna do Gustavo Lopes
29/11, 16:44 h / Atualizado em 29/11, 16:46 h

Chapecoense: reerguer-se é possível

Chapecoense: reerguer-se é possível

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O mundo do futebol amanheceu em um verdadeiro pesadelo. A realidade superou a ficção. A Chapecoense, que há menos de uma década sequer disputava a Série D, voava para um sonho: disputar a final de uma competição continental contra o atual campeão da Libertadores, o Clube Atlético Nacional, da Colômbia.

O sucesso da Chape, como é carinhosamente chamada por seus torcedores, não é por acaso, mas fruto de uma gestão profissional e de muita competência para formar boas equipes sem endividamento e com recursos limitados.

Sediada em Chapecó, município catarinense com cerca de 200 mil habitantes, a Chapecoense ingressou na Série D em 2009, subiu para a C em 2012, B em 2013 e A em 2014, da onde nunca mais saiu.

A vaga para a final foi conquistada contra o San Lorenzo, um dos grandes do futebol argentino, com uma defesa milagrosa do goleiro Danilo, imortalizada na voz do narrador Deva Pascovicci, do canal de TV paga Fox Sports, ambos mortos no acidente. Ali, o que seria um passaporte para a alegria, era, na verdade, um passaporte para o infinito.

Quem poderia imaginar que o grande conto de fadas da Chapecoense pudesse terminar com uma tragédia?

O futebol mundial já sofreu com outros grandes desastres. O maior deles ocorreu em 1949 e vitimou toda a equipe do Torino, base da Seleção Italiana e tetracampeã da Itália.

Os deuses do futebol não poderiam permitir que essas tragédias rodeassem o esporte. As cenas da festa da equipe da Chapecoense após a classificação para a final partem o coração.

Como pode o imponderável interferir tão drasticamente na trajetória de um clube tão profissional?

Não será fácil para a Chapecoense se reerguer.

Os 12 maiores clubes do Brasil e alguns internacionais, como Benfica e Porto, já manifestaram-se no intuito de auxiliar a reconstrução do clube catarinense.

Além disso, o título da Copa Sul-Americana deveria ser dividido entre as equipes finalistas com a consequente classificação da Chapecoense para a fase de grupos da Libertadores, já que o Atlético Nacional, como atual campeão, está garantido.

No âmbito nacional, os próximos regulamentos deveriam conceder ao clube o benefício de não poder ser rebaixado nos próximos 3 anos.

Por fim, cada torcedor que hoje manifesta sua solidariedade nas redes sociais pode (e deve) associar-se ao programa de sócio torcedor da Chapecoense.

A união de todos não trará de volta o que se foi, muito menos minimizará a dor, mas são medidas desportivas capazes de auxiliar no reerguimento da Chape.

Nesse dia, palavras, cores, alegria não existem. Choramos juntos!!!

#ForçaChape

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