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Marcelo e Roth demitidos: faltou planejar?

Nos últimos dias, duas trocas de técnicos em grandes clubes pegaram de surpresa os torcedores. Primeiro, o Internacional, na luta pelo...

25/11/2016 às 03:25
Marcelo e Roth demitidos: faltou planejar?

Foto: Bruno Cantini/Divulgação

Nos últimos dias, duas trocas de técnicos em grandes clubes pegaram de surpresa os torcedores. Primeiro, o Internacional, na luta pelo rebaixamento, demitiu Celso Roth a duas rodadas do fim do Brasileirão. Mais recentemente, após perder em casa por 3 a 1 para o Grêmio, na final da Copa do Brasil, o Atlético demitiu Marcelo Oliveira.

A gestão profissional moderna tem visto como boa prática o investimento na manutenção dos treinadores em projetos de maior prazo, sem interferências passionais de resultados imediatos.

Um grande exemplo de sucesso é o Atlético Nacional, da Colômbia, atual campeão da Copa Libertadores, que desde 2012 o clube teve apenas dois técnicos. O time de Medellín está a dois jogos de conquistar a Copa Sul-Americana e ser o primeiro clube a unificar os títulos.

O Internacional, que está a três pontos do Vitória na luta contra a queda para a Série B, fará os dois jogos da vida para evitar a tragédia e comprometer a temporada de 2017.

Por outro lado, o Atlético precisa de uma improvável vitória por três gols de diferença em Porto Alegre para conquistar o título e entrar na fase de grupos da Libertadores, já que não alcançará o G3 do Brasileirão.

Classificar-se diretamente para a fase de grupos do torneio continental é importantíssimo, pois na pré-Libertadores serão 16 equipes lutando por quatro vagas, com grandes times argentinos e brasileiros que podem se cruzar antes em um dificílimo mata-mata.

O momento de “tiro curto” de Atlético e Inter faz com que a técnica seja menos importante que a motivação. Os dois times possuem bons elencos, e que não condizem com as atuações. Marcelo Oliveira tinha em mãos aquele que, para muitos, é o melhor grupo do Brasil, mas não conseguiu resultado correspondente ao plantel. Celso Roth tinha um conjunto razoável de jogadores, com potencial para brigar pelo G6, mas luta desesperadamente para não cair.

Grandes empresas, em situações pontuais, também trocam o seu gerente para motivar a equipe. Especialmente na área de vendas, quando as metas precisam ser alcançadas e um profissional experiente não consegue bons resultados, apesar das boas práticas. Um motivador pode conseguir um resultado rápido.

Não se trata de mudança por falta de planejamento, mas por percalços que fazem parte de qualquer projeto.

Os próprios colorados tiveram uma experiência de sucesso quando, na Libertadores de 2010, trocou de treinador na reta final da competição e conquistou o bicampeonato.

Se Atlético e Internacional terão sucesso, só o tempo irá dizer, mas o fato é que a troca do comando da equipe era a única medida possível para motivar bons jogadores a conseguir um resultado difícil, mas possível. A busca pela motivação é a última saída para gaúchos e mineiros salvarem a próxima temporada.

Não há dúvidas da necessidade de se realizar um trabalho de longo prazo, mas há situações, como as aqui aventadas, tão pontuais e extraordinárias que os dirigentes precisam ter coragem e agir

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