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Apresentação
Mateus-matos-castanha
Coluna do Mateus Castanha
18/07, 12:00 h / Atualizado em 18/07, 12:08 h

Ficou feio para todo mundo

Ficou feio para todo mundo

Esqueçam por um momento a entrevista do Riascos à Itatiaia depois da derrota para o Fluminense. Foquem apenas no que ele fez (ou não fez) em campo. Primeiro, um cartão amarelo idiota, aparentemente proposital, que o tirou do jogo contra o Sport no domingo que vem. Junte a isso um chute a gol quase do meio-campo, sem nenhum propósito, quando o time corria atrás de um placar adverso de 2 a 0. Para mim, essas duas atitudes já bastariam para que ele fosse sumariamente colocado de lado no Cruzeiro.

O afastamento até veio, mas por outros motivos. É lógico que Riascos se excedeu nas palavras ao tentar justificar a insatisfação com seu momento, mas, para mim, em nenhum momento ele desrespeitou o clube. Escutei a entrevista ao Samuel Venâncio umas 20 vezes e minha interpretação é que ele falava muito mais do seu futebol, do jogo propriamente dito e da irritação com a falta de sequência do que da instituição. No áudio, é bem claro que o colombiano fala “essa m...” e não “nessa m...”. E isso muda tudo.

Acontece que o Cruzeiro comprou a versão do “nessa m...” e, representado pelo diretor de futebol Thiago Scuro, detonou o colombiano ainda nos vestiários de Edson Passos. Até pela rapidez com que agiu Scuro, certamente cumprindo uma ordem do presidente Gilvan ou do vice de futebol Bruno Vicintin, não houve tempo hábil para que a cúpula celeste analisasse a entrevista com cuidado e tomasse as medidas cabíveis de forma serena e prudente. Eles simplesmente tomaram como verdade a suposta ofensa e resolveram tudo lá mesmo.

Como bem lembrou o Alexandre Simões, do Hoje em Dia, em sua coluna sobre o episódio, o Cruzeiro abriu uma perigosíssima brecha judicial com o destempero de Scuro. Riascos pode muito bem acionar o clube judicialmente por conta das declarações do dirigente e uma sentença de assédio moral favorável ao atacante seria perfeitamente cabível.

Riascos errou e implodiu seu ambiente no Cruzeiro, mas a diretoria conduziu pessimamente o caso, agindo de forma imprudente e de certa forma infantil. Ficou feio para os dois lados.

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