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Apresentação
Mateus-matos-castanha
Coluna do Mateus Castanha
01/08, 20:01 h / Atualizado em 08/08, 15:47 h

Galo aprende com seus erros

Galo aprende com seus erros

Cinco de julho de 2015. Décima primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O Atlético vence o Inter por 3 a 1 no Beira-Rio e assume pela primeira vez naquele ano a liderança do Campeonato Brasileiro. O nome do jogo: Maicosuel, autor de dois gols. Apesar da ótima atuação, poucos dias depois o Galo anuncia o empréstimo do meia-atacante, que finalmente atingia seu melhor momento com a camisa alvinegra, ao Al-Sharjah, dos Emirados Árabes.

Antes disso, no fim de junho, o sempre contestado André já havia sido emprestado ao Sport, onde disputou um ótimo Brasileiro. Não satisfeita em abrir mão de somente um centroavante, em julho, a diretoria atleticana também negociou Jô com o mundo árabe, deixando o elenco com apenas um '9' de ofício, o argentino Lucas Pratto.

O pacote de debandadas em pleno Brasileirão foi fechado em agosto, quando Guilherme, importantíssimo na conquista da Libertadores e da Copa do Brasil, teve o contrato rescindido e acabou se transferindo para o futebol da Turquia.

Com um elenco enxuto e sem tantas peças de reposição, especialmente no setor ofensivo, o Atlético perdeu fôlego no fim do primeiro turno e acabou atropelado pelo Corinthians, que passeou no returno e ganhou o Nacional com relativa tranquilidade.

Se o desfecho daquele campeonato seria diferente caso o Galo tivesse mantido Maicosuel, André, Jô e Guilherme no elenco, ou pelo menos conseguisse buscar peças de reposição à altura, eu não sei – acho até que não –, mas tenho a convicção de que a vida dos paulistas não teria sido tão fácil.

Um ano depois, o Atlético parece ter aprendido com os erros cometidos em 2015 e agora segue à risca o ditado que melhor indica as possibilidades de um clube num torneio longo e exigente como o Brasileirão: ‘bons times ganham jogos, bons elencos ganham campeonatos’.

Mesmo já contando com um grupo forte, o clube trabalhou bem demais na janela de transferências do meio do ano, buscando reforços pontuais para setores complicados. O multicampeão Fábio Santos chegou antes mesmo que a convocação de Douglas Santos para os Jogos Olímpicos fosse confirmada. Maicosuel voltou de empréstimo e, com boas atuações, já ganhou a condição de titular. Podendo perder Pratto para a China, o alvinegro tirou Fred do Fluminense, mas o argentino acabou ficando e hoje o clube conta com dois dos melhores centroavantes do país. O venezuelano Otero chegou do Chile e pode ser uma boa opção enquanto Cazares, lesionado, estiver ausente.

Além dos novos reforços, o futebol de Robinho engrenou, Luan voltou muito bem ao time após uma delicada cirurgia no joelho, Pratto está finalmente livre de um problema na panturrilha direita e Dátolo em breve estará novamente à disposição da comissão técnica.

O único calcanhar de Aquiles está na zaga. Como a contratação de Mina não vingou, já que o equatoriano disputou a final da Copa Libertadores da América pelo Independiente del Valle e a janela de transferências internacionais se fechou neste período, o Galo partiu para o plano B e trouxe o desconhecido Ronaldo, que até então não inspira muita confiança.

De qualquer forma, a diretoria do Atlético fez tudo o que dela se esperava no que diz respeito ao futebol. Jamais o clube esteve tão preparado para ganhar um Campeonato Brasileiro de pontos corridos como agora. Tudo está nas mãos de Marcelo Oliveira e de seus comandados. É esperar pra ver.

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