356 Dias para Copa
Mateus Castanha

Coluna do Mateus Castanha

Veja todas as colunas

Mais notícias

O desequilíbrio custa caro

Dificilmente um time desequilibrado consegue vencer um campeonato tão longo e parelho como o Brasileirão. Ter um ataque poderoso pouco...

02/11/2016 às 01:08
Foto: Sofre atrás, resolve na frente: tônica do Galo no Brasileiro desde o ano passado
O desequilíbrio custa caro


Dificilmente um time desequilibrado consegue vencer um campeonato tão longo e parelho como o Brasileirão. Ter um ataque poderoso pouco adianta se o sistema defensivo não segurar o rojão lá atrás. Talvez, esteja aí a principal explicação para o Atlético ficar no quase em 2015 e, muito provavelmente, também em 2016.

Analisando as duas últimas edições do Brasileiro, podemos definir o Galo como o mais ‘extremista’ dos clubes. Entre a primeira rodada do ano passado e a 33ª deste ano, o alvinegro anotou 121 gols – melhor marca entre todos os participantes –, seguido por Palmeiras, com 116, e Corinthians, com 115. Excelente, né? Até seria, caso o sistema defensivo não fosse tão vulnerável...

Neste mesmo período, o Atlético tem a terceira pior defesa entre os 16 clubes que disputaram o torneio em 2015 e 2016. Foram 89 gols sofridos em 71 jogos, média de 1,25 por partida. O desempenho alvinegro só não é pior que os de Chapecoense, vazada em 96 oportunidades, e Figueirense, que levou 92.

Muita gente vai dizer: ‘Ah, mas se você tem um time super ofensivo é normal que ele sofra mais gols’. Não discordo completamente, mas basta analisar os números dos últimos campeões brasileiros para ver o quanto este argumento é frágil.

Em 2015, o Corinthians do Tite teve o ataque mais positivo (71) e a defesa menos vazada (31). No recente bicampeonato do Cruzeiro, o time de Marcelo Oliveira foi o que mais gols marcou tanto em 2013 quanto em 2014. Além disso, teve a terceira melhor defesa em um ano e a quarta melhor em outro. Ou seja, é óbvio que dá para montar um time ofensivo e ao mesmo tempo seguro defensivamente.

Por falar em Marcelo Oliveira, me espanta a falta de capacidade do técnico para resolver este problema crônico, tão escancarado desde os tempos de Levir Culpi. Ainda que o elenco necessite de reforços para o setor defensivo – e realmente precisa –, o técnico tinha a obrigação de tornar o Atlético mais equilibrado e menos frágil ao longo destes cinco meses de trabalho.

Com uma possível final de Copa do Brasil pela frente, o Galo não pode mais se dar ao luxo de ser tão generoso com os adversários.

Defesas mais vazadas nas últimas duas edições do Brasileiro (até a 33ª rodada de 2016):

1º - Chapecoense: 44 (2015)+ 52 (2016) = 96 gols
2º - Figueirense: 50 (2015)+ 42 (2016) = 92 gols
3º - Atlético: 47 (2015) + 42 (2016) = 89 gols
4º - Ponte Preta: 40 (2015)+ 48 (2016) = 88 gols
4º - Sport: 38 (2015)+ 50 (2016) = 88 gols
5º - Flamengo: 53 (2015)+ 33 (2016) = 86 gols
5º - Fluminense: 49 (2015)+ 37 (2016) = 86 gols
6º - Palmeiras: 51 (2015)+ 30 (2016) = 81 gols
7º - Coritiba: 42 (2015)+ 37 (2016) = 79 gols
8º - São Paulo: 47 (2015)+ 32 (2016) = 79 gols
9º - Cruzeiro: 35 (2015)+ 42 (2016) = 77 gols
10º - Atlético-PR: 48 (2015)+ 28 (2016) = 76 gols
11º - Internacional: 38 (2015)+ 37 (2016) = 75 gols
12º - Santos: 41 (2015)+ 28 (2016) = 69 gols
13º - Grêmio: 32 (2015)+ 34 (2016) = 66 gols
14º - Corinthians: 31 (2015)+ 34 (2016) = 65 gols

*América, Botafogo, Santa Cruz e Vitória não figuram na lista por não terem disputado a Série A no ano passado

Ataques mais positivos nas últimas duas edições do Brasileiro (até a 33ª rodada de 2016)

1º - Atlético: 65 (2015) + 56 (2016) = 121 gols
2º - Palmeiras: 60 (2015)+ 56 (2016) = 116 gols
3º - Corinthians: 71 (2015)+ 44 (2016) = 115 gols
4º - Santos: 59 (2015)+ 51 (2016) = 110 gols
5º - Sport: 53 (2015)+ 42 (2016) = 95 gols
6º - Flamengo: 45 (2015)+ 47 (2016) = 92 gols
7º - Grêmio: 52 (2015)+ 36 (2016) = 88 gols
8º - São Paulo: 53 (2015)+ 32 (2016) = 85 gols
9º - Ponte Preta: 41 (2015)+ 42 (2016) = 83 gols
10º - Cruzeiro: 44 (2015)+ 38 (2016) = 82 gols
11º - Fluminense: 40 (2015)+ 41 (2016) = 81 gols
12º - Chapecoense: 34 (2015)+ 44 (2016) = 78 gols
13º - Atlético-PR: 43 (2015)+ 33 (2016) = 76 gols
14º - Internacional: 39 (2015)+ 32 (2016) = 71 gols
15º - Coritiba: 31 (2015)+ 36 (2016) = 67 gols
16º - Figueirense: 36 (2015)+ 28 (2016) = 64 gols

*América, Botafogo, Santa Cruz e Vitória não figuram na lista por não terem disputado a Série A no ano passado

Escreva seu comentário

Preencha seus wdados

ou

    #ItatiaiaNasRedes

    RadioItatiaia

    Presidente da Eletrobras diz que grupo tem 40% de chefes 'vagabundos' - https://t.co/68qyc4w99r https://t.co/Pc98Xayutq

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Ouça a Conversa de Redação desta sexta-feira - https://t.co/mtuFA6BjTQ https://t.co/IUFMUsSgyT

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    "Temos um monte de safado, lamentavelmente, que ganha lá 30, 40 paus (mil reais). Tá lá em cima, sentadinho" -http://bit.ly/2t2t2pN

    Acessar Link

    RadioItatiaia

    Ouça a Conversa de Redação desta sexta-feira - http://bit.ly/2tWb6cK

    Acessar Link