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Apresentação
Ursula-nogueira
Coluna da Ursula Nogueira
09/12, 22:16 h / Atualizado em 09/12, 22:19 h

Deu chimarrão

Deu chimarrão

Foto: Edu Andrade/FatoPress/Estadão Conteúdo

Não deu para o Atlético. O título da Copa do Brasil ficou em Porto Alegre. Na campanha atleticana, foram oito jogos, apenas duas vitórias, quatro empates e duas derrotas.

O time alvinegro entrou em campo buscando o bicampeonato, enquanto os gaúchos, com ampla vantagem, sonhavam com o penta. Mas não foi o empate por 1 a 1, na Arena do Grêmio, que tirou o sonho do atleticano. Foi justamente a derrota por 3 a 1, no Mineirão, com toda a sua torcida a favor, que fez o Atlético terminar o ano apenas com o troféu da Flórida Cup, que tem caráter amistoso.

A finalíssima foi marcada por muita emoção antes de a bola rolar. Era o primeiro jogo após a tragédia envolvendo o time da Chapecoense. O trio de arbitragem apitou vestido de verde, os dois clubes estamparam o escudo da Chape nos uniformes e o minuto de silêncio foi respeitado. Torcedores, jogadores e jornalistas, todos emocionados, prestavam suas homenagens às vítimas. Pena que todo o espírito de solidariedade tenha durado pouco. Parabéns por mais um título, Grêmio! Valeu muito a força coletiva contra um time que não uniu o talento individual para um resultado melhor. Pena que nosso café com leite derramou e deu chimarrão.

Nos últimos minutos de jogo, alguns jogadores do Atlético e do Grêmio saíram – literalmente – na mão. “Que deselegante”! (ANNENBERG, Sandra).

Era essa a união que todos pregavam antes do jogo? Durante toda a semana de luto, nos emocionamos e tivemos nossas esperanças renovadas quando vimos as torcidas organizadas rivais juntas, abraçadas, em prol da Chape. Lamento muito que os jogadores não tenham entendido o sentido de tudo isso. Detalhe: os mesmos jogadores que no próximo clássico devem vestir uma camisa branca e postar nas redes sociais “#ClássicoDaPaz”.

O Atlético já está de férias e se reapresenta no dia 7 de janeiro. Que aproveitem esses dias para descansar e colocar a cabeça no lugar, enquanto o clube se planeja. É preciso entender os erros para não repeti-los. E não digo apenas para a diretoria. Aqueles que ganham salários astronômicos precisam fazer valer cada centavo que recebem! Precisam entender o peso da camisa alvinegra. Que se comprometam mais! Já disse e repito: é muito fácil atribuir a responsabilidade ao treinador e jogar pra torcida o “eu acredito”. Muito fácil!

Que 2017 seja um ano melhor não só para o Atlético, mas para o futebol mineiro! 

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