Ursula Nogueira

Coluna da Ursula Nogueira

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Eles queriam a América do Sul e ganharam o céu

Luto é o que estamos vivendo neste dia 29 de novembro de 2016. Eles? Lutaram. Lutaram tanto pra chegar à final de uma competição internacional...

29/11/2016 às 11:15

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Luto é o que estamos vivendo neste dia 29 de novembro de 2016. Eles? Lutaram.

Lutaram tanto pra chegar à final de uma competição internacional, fizeram história. Comemoraram, pularam, gritaram e choraram. Hoje, nós choramos. Choramos muito. Não era só futebol. Não eram só atletas, jornalistas, comissão técnica, torcedores, tripulantes...

Eram pessoas incríveis, pais de famílias, maridos, irmãos, amigos, namorados, seres humanos. Foram mais de 70 pessoas que não irão voltar mais pra casa. Onde ficou o último beijo, o último abraço, a última palavra de carinho? O último “eu te amo”? Será que houve tempo de dizer? A reconciliação foi feita? E agora? Não há mais tempo. Só sei que o filho recém-nascido ou aquele que ainda não chegou neste mundo não vão conviver com seus pais...

Nunca deixe pra depois. Diga que gosta, ama, admira, perdoa... Diga que sente muito. Peça desculpas. Ofereça ajuda. Compartilhe um sorriso. Valorize os sentimentos. Amanhã pode ser muito tarde. Que pena que precisa acontecer uma tragédia deste tamanho para repensarmos a vida.

Não é só o futebol que perde um time. O mundo perdeu. Perdemos todos.

Não valemos nada a não ser o que fazemos enquanto estamos nesta vida. A vida e a morte andam muito juntas. Nestas horas, de nada adiantam seu dinheiro, sua arrogância, sua prepotência, sua beleza, seus palácios. É tempo de aprender. Precisamos agregar alguma coisa com estas tragédias. A vida é muito frágil.

Aquele voo interrompeu histórias, famílias e sonhos de uma vida toda. A viagem não tinha destino à Colômbia. Era pra outro lugar não informado no embarque. Talvez, se tivessem chance de escolher, todos escolheriam estar ali mesmo naquele voo. Não há previsões que nos convençam. Não há choro que possa ser consolado. Não há um calor de um abraço que volte.

A Chapecoense disputou pela primeira vez a Série A do Campeonato Brasileiro em 2014. Uma história incrível: promovido da Série D à elite do futebol em apenas cinco anos. O time de Chapecó esteve em dez finais do Campeonato Catarinense. São cinco títulos, sendo o último conquistado neste ano. O ano de 2016 era um ano espetacular para o Verdão do Oeste: a primeira final de uma competição internacional. O sonho virou pesadelo. E dos piores. Subiram tanto que alcançaram o céu.

Será preciso reerguer. Como? Quando? Não sabemos. A única coisa que temos certeza é que irão provar que são vencedores. Irão honrar o hino que cantavam: “Nas alegrias e nas horas mais difíceis, meu furacão tu és sempre um vencedor”.

Óh Deus! Conforte o coração de todos que estão sofrendo com esta tragédia. Que o brilho de todos que se foram, nos iluminem, nos dando força para continuar falando e curtindo o futebol. Que o brilho das estrelas triplique a intensidade quando esses “filhos” chegarem ao destino e atingirem o placar de Deus. Que os clubes se unam e ajudem no que for preciso. Que o torcedor possa perceber que não vale a violência. Que é futebol e não vale uma vida sequer. O futebol é alegria de um momento e que existem tantas outras coisas tão mais importantes.

É hora de guardar nossa dor e cuidar da dor do outro. Hoje não estamos chorando porque nosso time perdeu no placar. Choramos porque perdemos nosso time na vida. 

Homenagem do primeiro time do rádio para o primeiro time do coração dos brasileiros

“Tragédias como esta nos levam a reflexões importantes na vida. Não sabemos o dia de amanhã. Não sabemos até quando estaremos por aqui. Por isso, como bem diz a música, é preciso saber viver. Agradecer os pequenos gestos. Dizer ‘eu te amo’ às pessoas que gostamos. Perdoar. Sorrir. Ter cuidado com os outros. Ou correremos o risco amargo de conviver com o que teria sido.” Michel Angelo (Coordenador de Esportes)

“No futebol, um dia a gente ganha, no outro a gente perde, mas neste 29 de novembro, todos perdemos”. Leo Figueiredo (Comentarista)

“Hoje não tem apito, cartão amarelo ou cartão vermelho. Tem Saudade”. Natália Quaresma(Estagiária)

“Lamentável. Um dia trágico. Hoje os times não têm cores, não têm rivalidade, todos somos Chapecoense. Só nos resta pedir a Deus que console os familiares dos envolvidos”. Enio Lima (Narrador - Apresentador)

“É como se eu tivesse perdido alguém tão próximo. Ainda sem chão. Meio que anestesiado. Faltam palavras. Sobra emoção. Força, Chape! É o que sei falar neste momento de dor”. Samuel Venâncio (Repórter)

“Ás vezes, precisamos guardar nossas dores e pedidos e cuidar e orar pelos outros. Meu amor, minhas orações e minha fé, para a @ChapecoenseReal e os seus”! Bruno Azevedo (Repórter Especial)

“Quando vi a notícia da maior tragédia do futebol brasileiro, logo veio na minha mente: Poderia ser comigo. Alguns colegas queridos da imprensa se foram. Que as famílias das vítimas e a Chapecoense tenham forças pra superar essa tragédia”. Claudio Rezende (Repórter)

“Tragédias acabam nos mostrando o quanto significamos e o quanto somos insignificantes”. Milton Naves (Narrador – Apresentador)

“Perdemos todos nós, não só o mundo do futebol. Porém, essa é a derrota mais amarga do futebol brasileiro”. Junior Brasil (Comentarista)

"Não foi só a cidade de Chapecó que perdeu. Foi todo o país. O futebol perdeu. Cada um de nós também. Não é só futebol. É humanidade. É solidariedade". Emerson Romano (Repórter)

“A tragédia foi terrível, dolorida e q essa nossa geração jamais vai esquecer, mas a globalização de sentimento de dor do mundo do futebol foi extraordinária”. Alberto Rodrigues (Narrador)

“Pessoas do bem, doces, como Caio Júnior e tantos outros; jovens com futuros brilhantes; o filho recém-nascido que perdeu seu pai; um clube charmoso, simpático, de trajetória meteórica e que vivia um sonho; uma cidade que respira uma equipe talvez como nenhuma outra no Brasil; completamente anestesiado, triste como há muito não ficava, desabei ao rever a comemoração de atletas, comissão técnica e funcionários no vestiário, após a classificação para a primeira final continental; não teve jeito: chorei de vez. A maior tragédia da história do futebol”... Cadu Doné (Comentarista)

“Meus sinceros sentimentos a todos os familiares dos jogadores e torcedores da Chapecoense. Tragédia muito triste para todos nós ligados ao esporte”. Mario Henrique Caixa (Narrador)

“Pra quem não gosta de futebol parece uma tragédia chocante. Mas nós que amamos o esporte parece que perdemos alguém da família.Dia horrível”! Thiago Reis (Repórter SNSB)

“É momento de reflexão. Precisamos reavaliar o que realmente importa em nossas vidas. Desejo sabedoria e força a todas as pessoas que passam por este momento de dor”. Álvaro Damião (Repórter)

“O futebol da Chapecoense será eterno nos corações apaixonados pela bola. Deus abraça esses Guerreiros”! Wellington Campos (Correspondente – RJ)

"Hoje não temos projeções, vivemos a realidade do dia mais triste do Futebol Brasileiro. Força e fé para os familiares das vítimas e para todo povo de Chapecó”. Domingos Sávio Baião (Analista de números)

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