Ursula Nogueira

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Fim de ano no futebol: mais do mesmo

O período de férias do futebol é uma fase angustiante para todos: torcedor, imprensa e clube. São cobranças por reforços, promessas de...

16/03/2017 às 04:26
Fim de ano no futebol: mais do mesmo

O período de férias do futebol é uma fase angustiante para todos: torcedor, imprensa e clube. São cobranças por reforços, promessas de contratações, decepções, investidas dos chineses, enfim, mais do mesmo.

Às vezes, a torcida fica brava com a imprensa por causa de algumas especulações. Concordo que, em alguns casos, falta mais apuração e seriedade com a notícia. Mas, muitas vezes, esse processo de nomes tem início nas redes sociais. São muitos os “corajosos” nas redes sociais que gritam, xingam, ditam, aparecem e desrespeitam o outro. Não sabem ouvir opiniões.

É um tal de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart voltando ao Brasil, Tardelli vai voltar para o Atlético, fulano foi visto na sede do Cruzeiro conversando com sicrano, motorista do Sorín que viu o Riquelme em Confins e por aí vai... Melhor não prometer nada e, quando o reforço chegar, ser anunciado e pronto. Não ceder à pressão da imprensa, o que sei que é muito difícil, mas é o melhor caminho. Qualquer promessa aumenta ainda mais a responsabilidade de trazer um nome de peso. Se vier um atleta abaixo da média, com pouca expressão, a torcida “cai na alma do presidente”. Mas peraí. Vamos ter um mínimo de paciência, né? O mar não tá para peixe. O mercado está dificílimo. Os salários dos jogadores são astronômicos.

O presidente do Vasco, Eurico Mirando, por exemplo, convocou uma entrevista coletiva para prometer um grande reforço que seria o presente de Natal para a torcida. No dia 25, pelo Twitter, o clube anunciou a contratação do meia Damián Escudero, fato que gerou uma enxurrada de reclamações nas redes sociais.

E o presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, disse também em coletiva que até o aniversário do clube, 2 de janeiro, trará um nome de peso de presente para a torcida. A expectativa foi criada. Até o fechamento desta coluna nenhum peixe grande ainda tinha sido anunciado. Melhor seria não ter falado e ter trabalho na miúda. Ele estaria mais tranquilo. Ou não, talvez. Também é difícil agradar. Se não fala, cobram. Se fala, cobram também.

Prometer grandes nomes para a torcida é algo que precisa ser repensado. E se não conseguirem fechar a negociação no tempo prometido? E se algo der errado? E se no meio do caminho tiver uma pedra, né Drummond? É como abrir um presente esperando um PlayStation e receber um par de meias. O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, respondeu, ao ser perguntado sobre várias especulações, principalmente envolvendo o nome do argentino Conca: "Estamos analisando muita coisa, temos muitas negociações em andamento. Mas como vocês sempre sabem, eu não gosto de falar para criar falsas expectativas. Já fui torcedor e já sonhei com muitas contratações que não aconteceram depois". É isso. Às vezes, é preciso se colocar no lugar do torcedor.

Daqui a três dias abre a janela da China para contratações internacionais. E aí, meus amigos, é salve-se quem puder. Não tem como segurar jogador no Brasil com os milhões oferecidos pelos chineses. É muito “pastel de flango” para pouco pão de queijo.

Mesmo sem os chineses, são inúmeras propostas, até de clubes brasileiros. Muitos criticam o presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, pela liberação do volante Leandro Donizete. Mas é preciso entender a cabeça da diretoria. Foi apresentada uma proposta de renovação de um ano, com chance de renovação por mais outro, caso ele batesse as metas estabelecidas. Enquanto isso, o Santos ofereceu mais vantagem financeira e três anos de contrato para um atleta de 34 anos. O cabeça de área preferiu a investida santista. E vamos combinar que renovar por três temporadas com um atleta de mais de 30 anos é complicado.

O ano está acabando e, como na vida, nos enchemos de esperança para um 2017 melhor, já que 2016 não foi de muitos frutos ao futebol mineiro. Geralmente, nesta fase do ano fazemos aquela “faxina mental” para eliminar algumas pessoas e recordações que não foram boas. E é exatamente isso que os clubes fazem neste período: emprestam jogadores, reaproveitam outros, contratam, vendem. Ano novo. Vida nova. Time novo.

Aproveito para agradecer a companhia de vocês por todo o ano de 2016! Foram 278 transmissões esportivas pela Rádio Itatiaia neste ano e continuaremos juntos no ano que vem, seja nesta coluna, nas redes sociais ou nas jornadas esportivas.

Feliz 2017!!

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