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Aliados de Michel Temer resistem a fechar apoio para reforma da Previdência

Por Agência Estado , 21/04/2017 às 10:41
atualizado em: 21/04/2017 às 13:39

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Apesar da pressão do governo, partidos da base aliada resistem em fechar questão a favor da Reforma da Previdência. Por enquanto, apenas lideranças do PMDB e PP afirmaram que devem adotar a medida para garantir os votos necessários para aprovar a proposta na Câmara. O jornal O Estado de S. Paulo ouviu líderes e dirigentes de 15 partidos da base, que somam quase 400 deputados.

Até mesmo aliados de primeira ordem, como o PSDB e o DEM, declararam não estar dispostos a obrigar suas bancadas a votar fechada com a proposta. Essa também é a posição do PSD, PR, PTB e PV. Já integrantes do PRB, PPS, PTN e PSC disseram que ainda iriam discutir o assunto, em reuniões que devem acontecer nas próximas semanas, mas a sinalização inicial é de que não devem impor um posicionamento às bancadas.

Apesar de serem da base, PSB, SD e PROS devem votar contra. No jargão político, o termo “fechar questão” é usado quando a legenda adota posição única sobre como cada um deve votar. O parlamentar que desrespeitar a ordem corre o risco de punição.

Diante dos vários sinais de rebelião no Congresso, o Palácio do Planalto escalou os ministros para pressionarem os deputados dos seus partidos a votarem a favor da reforma, sob o risco de perderem seus cargos no governo.

Sem cargos

O presidente Michel Temer disse ontem que “vai avaliar” se os parlamentares dos partidos da base aliada que votarem contra a reforma poderão perder seus cargos. A declaração foi feita por ele depois de um evento no Itamaraty de comemoração ao dia do diplomata.

Questionado se a base pode perder cargos, se votar contra, Temer respondeu: “Espero que não”. Diante da insistência de repórteres ele disse: “Isso não sei. Nós vamos examinar no futuro”. Temer também minimizou traição de partidos como PSB e PRB na votação nesta semana da urgência da reforma trabalhista na terça-feira.

A última atualização da segunda rodada do Placar da Previdência, levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo depois do anúncio das flexibilizações pelo relator Arthur Oliveira Maia (PPSBA), mostra que 178 deputados se declararam contrários ao novo texto da reforma, ante 66 favoráveis. Outros 98 deputados não abriram o voto e 37 se declararam indecisos. A equipe do jornal ainda não havia conseguido localizar 132 parlamentares.

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