Notícias

O primeiro jogo da Seleção Brasileira depois do fiasco na Copa América, no Chile, registrou mais uma vitória para o currículo de Dunga em amistosos.

Nos EUA

Por Agência Estado , 05/09/2015 às 23:02
atualizado em: 03/08/2016 às 10:37

Texto:

Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Foto: Rafael Ribeiro/CBF


O primeiro jogo da Seleção Brasileira depois do fiasco na Copa América, no Chile, registrou mais uma vitória para o currículo de Dunga em amistosos. O 1 a 0 sobre a Costa Rica, neste sábado, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, foi o 11º triunfo em 11 jogos não oficiais desde que o treinador reassumiu o cargo, há exato um ano. Nos números, uma maravilha. Mas o futebol ainda está muito longe de reacender no torcedor a esperança por dias melhores e o orgulho de ver a equipe jogar.

Mesmo contra um adversário que não atacava por princípio e não marcava bem por incompetência, o Brasil ficou a maior parte dos 90 minutos preso à ideia fixa de esperar a chance de chegar ao gol no contragolpe, por meio de lançamentos longos. A falta de talento e de peso no meio de campo, acentuada pelas limitações de dois volantes que se tornam inúteis contra um time que não ataca, faz com que a Seleção não tenha volume de jogo. Quando fica com a bola, não consegue pressionar o adversário nem assustá-lo com a criação de uma sucessão de chances de gol.

Hulk, curtindo a liberdade de jogar da metade do campo para a frente, sem a obrigação de ser assistente de lateral-direito como nos tempos de Felipão, vagava sozinho pelo centro do ataque à espera de uma migalha. E cansou de dominar a bola cercado por três marcadores, sem ninguém de amarelo por perto para ajudá-lo.

Mas foi em um lance em que precisou se virar sozinho que balançou a rede. Aos 10 minutos, roubou a bola do zagueiro (com um sutil empurrão por trás que o desequilibrou) e bateu na saída do goleiro.

Poderia ter sido a senha para o Brasil se lançar em busca de mais gols, mas não foi. O mantra de Dunga é o “risco zero”. Se buscar o segundo gol gerar o perigo de levar o empate, o melhor é pisar no freio e “controlar” o jogo. E o marasmo deu o tom da partida até o fim do primeiro tempo.

O problema de não matar logo o jogo, mesmo o tendo aparentemente sob controle, é que um lance fortuito pode estragar tudo. E isso só não aconteceu porque o árbitro errou e anulou um gol legítimo de Bryan Ruiz aos 10 da segunda etapa, em um lance em que o meia foi lançado livre entre os dois zagueiros.

O Brasil continuava sem volume de jogo, mas levava perigo com as combinações entre Marcelo e Douglas Costa ou quando a Costa Rica lhe entregava a bola de presente quando tentava sair jogando.

O time só foi melhorar mesmo e apresentar um jogo mais interessante depois dos 21 minutos, quando Kaká entrou no lugar de Hulk para ser o homem mais avançado. Mais inteligente e técnico do que o jogador do Zenit St.Petersburg, ele se aproximou dos companheiros e fez com que as trocas de passes curtos e com objetividade aparecessem.

Aí, sim, o Brasil foi menos previsível e indolente com a bola. E quase chegou ao segundo gol em uma jogada que mostra bem o que Kaká pode oferecer à equipe jogando da intermediária ofensiva para a frente. Ele se projetou nas costas do zagueiro pela esquerda, foi à linha de fundo e rolou no capricho para a entrada da pequena área. Douglas Costa bateu de primeira, com o pé direito, e Pemberton salvou a Costa Rica com o pé direito.

Neymar jogou pouco mais de 10 minutos, mas sem protagonizar nenhuma jogada digna de registro. E houve tempo para a providência mostrar a Dunga que pode abrir mão de um volante em um jogo como o deste sábado - Luiz Gustavo, com cãibras, deu lugar ao meia Rafinha. Pena que foi por poucos minutos.

Brasil 1x0 Costa Rica

Brasil: Marcelo Grohe; Danilo, Miranda, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo (Rafinha), Fernandinho (Elias), Willian (Lucas) e Lucas Lima (Philippe Coutinho); Douglas Costa (Neymar) e Hulk (Kaká). Técnico: Dunga.

Costa Rica: Pemberton; Acosta, González, Duarte e Gamboa (Myrie); Tejeda (Guzmán), Borges, Bryan Ruiz (Colindres) e Matarrita; Venegas (Vega) e Ureña (Campbell). Técnico: Oscar Ramírez.

Gol: Hulk, aos 10 minutos do primeiro tempo.

Cartão amarelo: Elias (Brasil).

Árbitro: Mathieu Bourdeau (Fifa/Canadá).

Renda e público: não disponíveis.

Local: Red Bull Arena, em Nova Jersey (Estados Unidos).

#ItatiaiaNasRedes

RadioItatiaia

Supremo admite rever benefícios concedidos a empresários em delação da JBS: https://t.co/mVv85sxjBB https://t.co/ysetnxCPaf

Acessar Link

RadioItatiaia

Sérgio Moro confisca R$ 640 mil de mulher de ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha: https://t.co/I9HSYDnemn https://t.co/GKZ9zKTQqg

Acessar Link

RadioItatiaia

Skank, Xuxa, Jorge Ben Jor e outros artistas agitam o fim de semana em Belo Horizonte - http://migre.me/wGPB0

Acessar Link

RadioItatiaia

Carreta bitrem que tombou na BR-262 nessa quinta-feira ainda provoca bloqueio na rodovia - http://migre.me/wGPoH

Acessar Link