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Apresentação
por Agência Estado em Esporte / Atualizado

Com Neymar no banco, Brasil enfrenta a Costa Rica em amistoso nos Estados Unidos

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Em 5 de setembro de 2014, Dunga reestreou no comando da Seleção com a missão de remontar o time e recuperar o prestígio internacional do futebol brasileiro, destroçado após o vexame dado na Copa do Mundo. Neste sábado, exatamente um ano depois, ele começa a buscar novo caminho. O fracasso da equipe na Copa América do Chile sinalizou a necessidade de correção de rota. Por isso, o jogo contra a Costa Rica, às 17 horas (de Brasília), na Red Bull Arena, em Nova Jersey, é mais do que um simples amistoso.

O treinador já tem uma base. O problema é que o time não evoluiu como se esperava e, agora, o tempo é curto. As Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, batem à porta – a Seleção estreia em 8 de outubro contra o Chile, em Santiago – e Dunga tem a partida deste sábado e o jogo de terça-feira (8) contra os Estados Unidos para ajustar a equipe.

E o pior é que provavelmente não contará com Neymar no início das Eliminatórias. A CBF recorreu ao CAS (Tribunal Arbitral do Esporte) para tentar diminuir para três jogos a suspensão do craque que assim poderia ao menos jogar contra a Venezuela, mas ainda não recebeu a resposta.

Também por isso, Dunga vai fazer testes nos dois amistosos. “Temos de ter opções para quando o Neymar não puder jogar ou quando não conseguir jogar. Aí temos de ter outros jogadores", afirmou o treinador. Neste sábado, o craque do Barcelona fica no banco de reservas, mas é certo que entrará durante a partida. “Vamos dar oportunidade a alguns jogadores, fazer um rodízio e lá na frente nós vamos pensar (no time titular)", completou.

Dunga levou para os amistosos nos Estados Unidos 13 jogadores que estiveram na Copa América. Resgatou alguns que não puderam ir ao Chile por contusão, como Marcelo e Luiz Gustavo, e recorreu a caras novas, como Lucas Lima. Mas também buscou experiência, dando nova chance a Hulk e a Kaká.

O meia de 33 anos inicia entre os reservas, mas terá chance de mostrar que ainda pode ser útil à Seleção, como tem decarado. “Ele parece um garoto de 21 anos. Está se empenhando e correndo tanto quanto os mais jovens. É um jogador experiente e de muita técnica", elogiou Dunga.

Contra a Costa Rica, Marcelo Grohe terá chance no gol, Danilo assume a lateral-direita e Lucas Lima será o principal responsável pela armação – Dunga escalou também Willian e Douglas Costa e deixou apenas Hulk na frente.

O treinador promete respeitar o estilo do estreante. “Ele (Lucas Lima) vai jogar como joga no Santos. Foi convocado da forma que ele joga em seu clube. Terá liberdade para fazer o que faz no Santos. Estará o mais perto possível da função que ele faz. Terá liberdade com responsabilidade".

Mesmo com as novidades e precisando reestruturar a Seleção, a renovação de Dunga não é tão radical. Tanto que, dos 17 jogadores que usou naquela vitória de um ano atrás, por 1 a 0 sobre a Colômbia, apenas sete não estão neste sábado na Seleção. Deles, três – Filipe Luís, Ramires e Oscar – só não fazem parte do grupo atual porque se recuperam de lesão.

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