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Considerada erradicada no Brasil, paralisia infantil pode voltar por falta de vacinação

Por Jacqueline Moura, 11/07/2018 às 10:39
atualizado em: 11/07/2018 às 12:11

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Foto: Marcos Pertinhes/ Prefeitura de Bertioga
 Marcos Pertinhes/ Prefeitura de Bertioga

A poliomielite ou paralisia infantil é uma infecção contagiosa causada pelo poliovírus. Crianças podem ser infectadas por meio do contato direto com as fezes ou por secreções expelidas pela boca das pessoas infectadas e contrair a paralisia. A multiplicação desse vírus começa na garganta ou nos intestinos, depois alcança a corrente sanguínea e pode atingir o cérebro, atacando o sistema nervoso e destruindo os neurônios motores, o que provoca paralisia dos membros inferiores.

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil não há circulação de poliovírus desde 1990, em virtude do êxito da política de prevenção por meio da vacinação. Mas essa realidade está ameaçada pela baixa cobertura vacinal registrada desde 2016, principalmente em crianças menores de cinco anos, o que acendeu um alerta no país. 

Em reunião com representantes de estados e municípios, o Ministério da Saúde alertou que 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite. Em Minas Gerais são 23 cidades: Paraguaçu, Três Pontas, Miravânia, Jenipapo de Minas, Pará de Minas, Pirapora, São José do Alegre, Juvenília, Cristália, José Gonçalves de Minas, Reduto, Santa Cruz de Salinas, Itinga, Martins Soares, Serra da Saudade, Muriaé, Chiador, Coração de Jesus, Ibituruna, Tarumirim, Dores de Guanhães, Frei Inocêncio e Ribeirão das Neves. 

A Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite vai acontecer em todo o país do dia 6 ao dia 31 de agosto. Em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte, como a cobertura vacinal contra a doença está abaixo do esperado a campanha será antecipada e começa no dia 1º de agosto. Além disso, a prefeitura da cidade vai desenvolver ações com o objetivo de ampliar a cobertura, como divulgação nas escolas e vacinação de porta em porta nas residências para crianças menores de 5 anos.

“A vacinação é necessária. As crianças devem ser vacinadas principalmente no primeiro ano de vida, aos 2, 4 e 6 meses. Depois o reforço da vacina deve ser dado quando a criança tiver 1 ano e três meses e a última dose deve ser tomada com 4 anos de idade”, explica  a enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão das Neves Aliene Simões Passos.

O infectologista Carlos Starling alerta que o risco de a doença voltar a apresentar casos no Brasil ainda aumenta devido aos casos de paralisia infantil já confirmados na Venezuela, país vizinho.

“Na medida em que nosso vizinho se encontra desestruturado no ponto de vista da saúde pública, com o fluxo migratório de lá pra cá, temos risco alto de termos a doença circulando no nosso país e até no nosso estado. Outro fator importante que influencia o risco da volta da poliomielite é o corte de recursos do governo federal nos programas de saúde pública do país e a retirada do investimento para orientação e educação da população. Isso gera um esquecimento de um problema grave e da importância da vacinação”, detalha. 

A vacinação é a única forma de prevenção da paralisia infantil, por isso o Ministério da Saúde reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de cinco anos que devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina.  

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