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Apresentação
por Rádio Itatiaia em Jornalismo / Atualizado

Ex-marido é preso e confessa assassinato de mulher que estava desaparecida em BH

Foto: Ana Cecília Carneiro/Itatiaia

A Polícia Civil apresentou na tarde desta quinta-feira, em Belo Horizonte, Ailton Rodrigues da Silveira, que admitiu ter assassinado a ex-esposa, Elisangela Pereira de Souza, de 38 anos. A motivação seria ciúmes e o fim do relacionamento entre os dois. Um amigo de Ailton, Carlos Henrique Ribeiro Santos Pereira, também foi preso e assumiu que ajudou a esconder o corpo da vítima.

Elisangela, com quem o homem foi casado por 12 anos e teve um filho, estava desaparecida desde domingo (1º). O corpo dela foi encontrado na noite dessa quarta-feira (4), dentro de uma cisterna em um lote em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A delegada Indiara Froes explicou que no dia 1º de janeiro, por volta das 9h, Ailton pediu para conversar com a antiga parceira e se armou com uma faca escondida debaixo do banco do carro. Carlos estava no porta-malas, conforme contaram os dois suspeitos.

"Ela entrou no carro e eles foram em direção a Contagem. Ele parou em um local, segundo ele, um pouco mais ermo, e começaram a discutir. Ele ficou nervoso, pegou a faca e a teria golpeado na região do pescoço. A Elisangela cai e, pela narrativa deles, o [amigo] que estava escondido sai [do porta-malas], ajuda a pegar a Elisangela ainda viva e a coloca no porta-malas", disse a delegada.

Ailton relatou que, neste dia, acordou furioso "por uma situação que estava acontecendo, coisas de casal" e isso o levou a cometer o crime. "Agi no impulso, entendeu? No momento de raiva, de fúria, e fiz o que fiz. Mas não foi por querer, não foi de coração, não." Ele afirmou ter se arrependido e ter "Deus no coração". "Estou aqui pagando o meu preço. Vou pagar e pronto. Depois eu vou reconstruir minha vida", falou.

Carlos alega que estava em casa quando Ailton o chamou para beber cerveja, mas como a esposa dele (Carlos) estava fora e não poderia vê-lo sair com o amigo, foi no porta-malas (por sugestão de Ailton) do carro para não ser flagrado pela companheira. "Na hora da cena, que eu vi tudo, ajudei ele a colocar o corpo no porta-malas e a desfazer o corpo", revela.

Ele afirmou que não agiu de outro modo porque ficou temeroso. "Na hora, só a pessoa sabe o desespero. Não sabe se corre, se ajuda a esconder o corpo, com medo", defendeu-se. "Depois dessa cena, até para a igreja eu fui pedir a Deus perdão", completou.

Denuncie

A delegada Indiara Froes relatou ter recebido informações de que já havia um histórico de violência doméstica contra Elisangela. "Não apenas de ameaça, como de agressões físicas. Só que ela, acredito que seja por causa do medo, não chegou a registrar ocorrência."

Froes pediu a mulheres vítimas de violência que denunciem. "A mulher tem que entender que ela tem que pedir ajuda, proteção, porque o agressor, por conta própria, a gente vê que não tende a parar", comentou.

Confira a reportagem de Ana Cecília Carneiro

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