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Médica conta como superou a Esclerose Múltipla com a ajuda da fé: 'milagre' 

Por Jacqueline Moura, 30/08/2018 às 11:11
atualizado em: 30/08/2018 às 18:23

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Foto: Banco de imagens Pixabay
Banco de imagens Pixabay

É lembrado nesta quinta-feira, no Brasil, o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla. A cor laranja foi escolhida para o mês de agosto para alertar as características da doença. A esclerose múltipla atinge mais de 2,5 milhões de pessoas no mundo. Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a doença, a maioria mulheres com idade entre 20 e 50 anos. 

OUÇA AQUI A ENTREVISTA!

De acordo com a médica psicanalista e portadora de esclerose múltipla Soraia Issa, trata-se de uma doença do sistema imunológico que afeta o sistema nervoso. O organismo cria anticorpos contra o sistema nervoso e essas células de defesa atacam o sistema causando lesões cerebrais ou medulares. “É uma doença de múltiplas faces, vai depender da área do cérebro que vai ser atacada por essa inflamação, depois vem o endurecimento. Por isso, o nome de esclerose, que significa endurecimento. Pode haver vertigem, enfraquecimento, alterações motoras, dificuldade de andar, dificuldade na fala e até desorientação da memória”, explica a médica.

Depois de perder a visão por um período, a médica diz que conseguiu vencer a doença com a ajuda da fé. Hoje, dez anos depois de ter sofrido os efeitos da esclerose, enxerga bem e não tem dificuldades motoras. 

“Esse milagre veio da minha fé e da minha entrega a Deus. Foram dois anos em cima de uma cama, tomando a medicação e convivendo com efeitos colaterais da doença, como febre frequente. Meu ex-marido me abandonou e me disse que era muito bonito para empurrar cadeira de rodas; (hoje) estou saindo e vou para praia. Fui para casa dos meus pais durante o tratamento”, lembra.

Tratamento

A doença não tem cura, mas o tratamento possibilita aos pacientes ter uma vida normal, com a redução dos sintomas motores. De acordo com especialistas, o prognóstico da esclerose múltipla é de que a pessoa acabe apresentando incapacidade neurológica progressiva e que, 20 anos após o diagnóstico da doença, 80% destes pacientes se tornem totalmente dependentes para realizar suas tarefas. No entanto, a medicina tem tido avanços significativos, havendo muitos casos de pessoas diagnosticadas com a doença há duas décadas e que não apresentam qualquer tipo de dependência. 

O tratamento é feito por meio de medicamentos e sessões de fisioterapia que devem ser indicados pelo médico. O objetivo é evitar a progressão da doença, diminuir o tempo e a intensidade das crises e controlar os sintomas. 

O diagnóstico da esclerose múltipla é feito por um neurologista baseado nos sintomas apresentados pela pessoa. Além disso, o especialista pode solicitar exames de imagem para confirmar o quadro, como a ressonância magnética, por exemplo. 

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