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Novo aliado contra Alzheimer já pode ser encontrado no Sistema Único de Saúde

Por Jacqueline Moura, 03/07/2018 às 16:05
atualizado em: 03/07/2018 às 17:06

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Foto: EBC
EBC

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, cuja característica clínica mais marcante é a demência. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Alzheimer é a forma mais comum de demência, responsável por 60% a 70% dos casos.

A estimativa é de que no mundo 47 milhões de pessoas sofram de demência e, a cada ano, cerca de 10 milhões de novos casos sejam registrados. De acordo com o neurologista Ronnielly Melo Tavares, do Hospital Santa Casa BH, é uma doença de longa evolução, traiçoeira e progressiva. Ela demanda décadas de lesões do cérebro até o surgimento da demência.

O remédio rivastigmina, já disponibilizado em comprimido e solução oral, agora também é encontrado em forma de adesivo transdérmico. A rivastigmina faz com que ocorra um aumento de uma substância chamada acetilcolina, que está reduzida no cérebro de quem tem Alzheimer.

“Talvez a grande vantagem do adesivo seja proporcionar uma forma de entrega da medicação que não envolve o ato de deglutir. Pode ser desafiador para pacientes que simplesmente são resistentes em engolir cápsulas ou comprimidos desde a infância e, nesse sentido, se coloca como uma apresentação interessante. O outro cenário possível é a agitação do próprio quadro demencial, dificultando o uso de medicações orais. Só quem lida com esse perfil de paciente sabe o quão difícil pode ser superar esse obstáculo. Nesse sentido, a apresentação transdérmica se faz um aliado”, detalha o neurologia sobre as vantagens do adesivo.

Segundo o médico, a doença de Alzheimer pode ser dividida em fases:

1ª) pré-clínica: onde há o início do processo neuropatológico da doença, mas o paciente não tem qualquer queixa de memória/cognitiva.

2ª) prodrômica: quando já há um início de queixas cognitivas, sendo inclusive demonstrado déficits em testes, mas sem impacto nas tarefas do dia a dia (ou seja, o paciente continua fazendo tudo, talvez notando certa dificuldade, mas o faz).

3ª) demência da doença de Alzheimer: nesta há uma queixa de memória, geralmente trazida por familiares ou cônjuge, com alterações nos testes de memória/cognição, acompanhado de incapacidade de realizar atividades do dia a dia, podendo se somar em estágios mais avançados da demência sintomas neuropsiquiátricos (ex.: agitação, apatia, distúrbios do sono, sintomas depressivos, entre outros).

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