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Prefeitos questionam Vale sobre obras de acordo com custo 10 vezes maior

Mineradora é responsável por executar projetos escolhidos pelos municípios que sofreram com rompimento de barragem

Rompimento da barragem de Brumadinho atingiu cidades em toda a região

Representantes de 26 cidades atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, se reuniram nesta quarta-feira (27) com o Governo de Minas para falar das obras previstas no acordo de reparação, firmado com a mineradora no início de 2021. Pelos termos do acordo, a Vale deve executar obras que foram definidos pelos municípios atingidos.

No entanto, de acordo com prefeitos que compareceram à reunião desta quarta-feira, os preços e prazos apresentados pela Vale são muito altos e fora do padrão de mercado.

O secretário de Ordenamento Territorial e Habitação de Betim, Marco Túlio Freitas, indica que há projetos custando dez vezes mais que o normal.

"Os municípios que foram diretamente atingidos estão sendo obrigados a aceitar que a Vale desenvolva os projetos e execute as obras com valores pelo menos 10 vezes superiores ao valor de mercado. Temos obras que custariam R$ 2 milhões custando quase R$ 20 milhões", conta.

Além dos prefeitos, o encontro contou também com a participação de representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública de Minas Gerais e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esta última é responsável pela auditoria do acordo e informou, na reunião, que vai visitar os municípios para verificar in loco as demandas individuais.

Em nota, o Governo de Minas informou que, junto das instituições de Justiça, garantiu aos prefeitos que estes projetos vão passar por auditoria rigorosa da Fundação Getúlio Vargas para evitar qualquer tipo de sobrepreço e sobreprazo.

A reportagem também procurou a Vale, que informou que o detalhamento dos projetos socioeconômicos indicados pelos compromitentes do Acordo de Reparação Integral apresenta uma estimativa de custos. A mineradora disse, ainda, que, conforme previsto no acordo, nesta fase, escopos e especificações apresentados ainda serão discutidos e orçamentos serão analisados e validados por todas as partes envolvidas e apoiados pela auditoria socioeconômica independente.

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