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Familiares denunciam falta de água e eletricidade na Penitenciária de Uberaba

A Sejusp nega que haja falta de água e explica que um houve um problema com o transformador da unidade, que deve ser consertado nos próximos dias

As visitas íntimas foram canceladas devido à falta de eletricidade

Um grupo de esposas de detentos da Penitenciária de Uberaba se juntaram para reivindicar diversos direitos e denunciar abusos no local. Entre as principais denúncias está a falta de eletricidade e de água desde a noite do último sábado (30).

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), “houve um problema com um transformador da unidade” e que “temporariamente, por alguns minutos, há registros de queda de energia, sem prejuízos para a rotina”. A Sejusp também nega que haja falta de água, alegando que há “apenas o uso racionado, o que já acontece de forma ordinária”.

Entretanto, as esposas relatam que estes problemas são recorrentes. O marido de Maria* está na penitenciária há três meses e relata que, desde sábado, os detentos estão sem banho e sem água potável para beber. Para aliviar a sede, um balde de água é disponibilizado para cada cela, com cerca de 30 homens, onde os sanitários também estão vazando. Maria ainda relata que, durante as visitas, reparou que os detentos têm um odor forte devido à falta de higiene: “Eles estão tratando os reeducandos pior que animais. Eles erraram e estão lá pra pagar, mas não a esse custo. A maioria ali iria preferir a morte na rua, do que passar por esse sofrimento”.

A água dentro da penitenciária é disponibilizada a partir de um poço artesiano, e por isso os racionamentos são recorrentes. É o que explica Ana*, esposa e mãe de dois detentos da Penitenciária de Uberaba. Durante as visitas, o marido e o filho de Ana, que estão presos há cinco e três anos, respectivamente, relatam que, normalmente, os detentos possuem acesso à água por 20 minutos na parte da manhã e depois só à noite. Além disso, Ana conta que a água e a eletricidade são frequentemente cortadas durante as visitas íntimas.

*Nome fictício para preservar a identidade da fonte

Por: Clarissa Guimarães e Mariana Cavalcanti

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