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Família aguarda liberação de corpo de mineiro retido na Argentina há 20 dias

Saulo Oliveira estudava medicina na Argentina e sofreu um infarto fulminante. Família aguarda resposta do governo argentino  

Saulo morava na Argentina há cinco anos e estudava medicina no país

O corpo de um mineiro, natural de Felixlândia, região Central do estado, está preso na Argentina desde o dia 16 de julho. Saulo Romaens Silva Oliveira, de 34 anos, estudava medicina no país e sofreu um infarto fulminante. Segundo a família de Saulo, a documentação do corpo está tendo problemas para ser liberada pelo governo argentino.

O mineiro morava na Argentina há cinco anos e poucos dias antes da sua morte relatou estar sentindo dores nas pernas, para o qual foi diagnosticado com problemas no nervo ciático. No dia da sua morte, Saulo chegou a comentar que estava se sentindo ansioso e tremendo muito. Seu corpo foi achado mais tarde pelos vizinhos, que precisaram arrombar a porta.

Impasse

De acordo com a irmã da vítima, Erika Silva Oliveira Gonçalves, a autópsia do corpo foi feita no dia seguinte à morte de Saulo, mas as autoridades pediram que fosse feito um exame toxicológico para a liberação do corpo. Dez dias depois, quando o resultado saiu, foi pedido uma histologia, que está agendada para o próximo dia 25 de agosto.

Érika explica que a falta deste exame é que está travando a liberação do corpo de Saulo: “a cada dia eles falam que pode ser amanhã, mas não falam qual dia vamos poder trazer o corpo do meu irmão. A gente fica a todo momento sem ter certeza do que vai acontecer”.

A família chegou a fazer uma vaquinha online para arrecadar os custos da repatriação e alcançou o valor necessário em menos de dois dias. Entretanto, agora esperam resposta das autoridades argentinas. “A família fica toda parada, num limbo. Não tem motivo pra ter toda essa investigação, o boletim de ocorrência do dia que ele faleceu mostra que ele só teve um infarto”, afirma Érika.

O Governo Brasileiro, por meio do Ministério das Relações Internacionais, informou à família de Saulo que acompanha o caso, mas que não pode interferir no processo argentino.

Por Mariana Cavalcanti

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