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Musk diz à Justiça que 10% das contas do Twitter são falsas

Comunicado é uma resposta formal ao processo apresentado contra ele pela rede social

Empresário quer desistir da compra de rede social

Enquanto a ação judicial do Twitter contra Elon Musk aguarda a data do julgamento, o empresário acaba de apresentar uma resposta jurídica ao processo para alegar que 10% das contas ativas na plataforma são falsas. Os advogados de defesa de Musk usam aferições obtidas com o Botometer, que avalia contas de redes sociais para classificá-las ou não como robôs. 

Segundo Musk, a falta de transparência do Twitter o levou a concordar com a compra por um "preço inflacionado". Isso porque, segundo ele, a quantidade de perfis falsos deveria ser levada em conta na definição do valor. "O Twitter contava erroneamente o número de contas falsas e de spam existente na plataforma. O objetivo era enganar os investidores sobre as perspectivas da empresa", afirmam os advogados.

Os profissionais dizem, ainda, que a plataforma ocultou o verdadeiro número de contas que veem anúncios pagos. Segundo eles, 65 milhões dos 229 milhões de perfis da rede social não viram publicidades. Isso demonstra falhas no modelo de negócios e afasta os investidores interessados em financiar a compra.

A batalha judicial começou com a desistência do empresário, em 8 de julho, de seguir com o acordo de compra do Twitter por US$ 44 bilhões. Musk alega que a rede social não é transparente sobre a real quantidade de contas falsas no serviço e que isso torna o negócio inviável.

O Tribunal de Chancelaria de Delaware, nos EUA, determinou que o julgamento vai ocorrer em outubro e tem previsão de durar cinco dias. A data exata ainda é desconhecida. Musk gostaria de adiar o encontro para fevereiro de 2023, mas a chanceler Kathaleen McCormick diz que “o atraso ameaça danos irreparáveis aos vendedores".

O que diz o Twitter

Twitter quer fazer Musk prosseguir com o acordo de compra

O Twitter argumenta que os robôs na plataforma representam menos de 5% dos 229 milhões de usuários ativos. Ao New York Times, a empresa informa que Musk tenta "distorcer os dados recebidos para patrocinar conclusões malucas". "Suas alegações são factualmente imprecisas, juridicamente insuficientes e comercialmente irrelevantes", diz Bret Taylor, presidente do Conselho do Twitter.

Segundo a plataforma, a ferramenta usada para coletar os dados oferece informações imprecisas sobre as contas. Criada na Universidade de Indiana, a solução já teria apontado a conta de Musk como fake — mesmo ele sendo um usuário real e ativo no Twitter.

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