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Bolsonaro minimiza prisão de Milton Ribeiro: 'não foi corrupção, foi tráfico de influência. É comum'

Ontem, no entanto, presidente disse que, se a Polícia Federal prendeu, teria um motivo

Bolsonaro voltou a sair em defesa de Milton Ribeiro

Um dia depois de afirmar à Itatiaia que "se a PF prendeu, tem um motivo", o presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu em defesa do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Ele teve a soltura concedida pela Justiça Federal nesta quinta-feira (23).

Em live transmitida em seu canal de Youtube, o presidente disse que o ex-ministro não cometeu crime de corrupção, mas de tráfico de influência, o que ele diz considerar ser "comum".

"Não foi corrupção, da forma como tá acostumado a ver nos governos anteriores. Nada disso. Foi história de tráfico de influência. É comum", afirmou.

Bolsonaro disse, ainda, que "continua acreditando" em Milton Ribeiro e que ele vai responder ao processo "se aparecer alguma coisa".

Ainda durante a transmissão, Bolsonaro disse que foi o próprio Milton Ribeiro que levou o caso para investigação, ao procurar a Controladoria-Geral da União (CGU) sobre dois pastores que teriam influência no Ministério da Educação. O presidente também minimizou um áudio em que o ministro disse que era prioridade atender aos pedidos dos pastores - que também foram presos e, depois, soltos por ordem da justiça.

"A PF pegou o relatório da CGU e começou a investigar e o assunto foi para o juiz de 1ª instância, em Brasília tão logo começou a surgir uma conversa do MIlton, de que os pedidos seriam preferencialmente indicados pelo pastor tal. Isso não foi nada de mais, foi só para dar uma moral para ele", afirmou.

Milton Ribeiro solto

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) ordenou a soltura do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. Eles foram presos nessa quarta-feira (22) pela Polícia Federal no âmbito da operação "Acesso Pago".

O habeas corpus foi concedido pelo desembargador Ney Bello, que atendeu a um pedido da defesa do ex-ministro. Na sentença, o desembargador destaca que o Ministério Público Federal defende que sejam adotadas medidas cautelares diferentes de prisão.

"O próprio órgão acusador ofereceu parecer contrário às prisões, o que demonstra claramente a desnecessidade, pois quem poderá oferecer denúncia posterior ou requerer arquivamento acreditou serem desnecessárias e indevidas as detenções", escreveu o desembargador.

O desembargador criticou o fato de as defesas não terem obtido cópias da decisão sobre as prisões. Ele também afirmou que a prisão preventiva era medida extrema, considerando que Milton Ribeiro não está mais no governo federal e que os fatos investigados são de meses atrás.

Segundo Bello, "nada indicava ou indica a necessidade da prisão preventiva, principalmente, porque os crimes atribuídos ao ora paciente não são classificados como hediondos, nem violentos".

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