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STF impõe sigilo em inquérito que apura suposta interferência de Bolsonaro

Grampo no telefone de Milton Ribeiro sugere que presidente teria alertado sobre operação da Polícia Federal

Cármen Lúcia preside inquérito que apura suposta interferência de Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) impôs sigilo ao inquérito que apura suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) à investigação que envolve o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro. A relatora do caso é a ministra Carmen Lúcia.

O inquérito foi remetido ao Supremo por ordem do juiz federal Renato Borelli, depois que áudios do ex-ministro levantaram suspeita sobre atuação de Bolsonaro no caso.

Em interceptação telefônica, a Polícia Federal identificou uma ligação de Milton Ribeiro para a sua filha, que sugeria que o presidente Bolsonaro teria alertado a ele sobre a possibilidade de uma operação de busca e apreensão contra ele.

"Ele (Bolsonaro) acha que vão fazer uma busca e apreensão em casa", afirma em uma ligação telefônica para a sua filha. No dia da ligação, Bolsonaro estava viajando com o ministro da Justiça, Anderson Torres, a quem a Polícia Federal (PF) transmite informações diárias de suas missões.

A ligação não é a única que acendeu o alerta sobre uma possível interferência de Bolsonaro na investigação para vazar informações a Milton Ribeiro. No dia da operação, a mulher do ex-ministro, Miryan Ribeiro, que também foi grampeada, disse a um interlocutor ainda não identificado pela PF que o marido já sabia que seria alvo de operações.

"Ele estava, no fundo, ele não queria acreditar, mas ele estava sabendo. Eu falei: 'Pra ter rumores do alto é porque o negócio já estava certo'", afirma ao comentar a prisão.

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